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10 Out. 2017 «Caminhos do Ferro e da Prata» em Santiago de Compostela Exposição ficará patente ao público, de 12 outubro a 29 novembro, na Igrexa da Universidade de Santiago de Compostela.


Inicialmente pensada como uma exposição temporária, "Caminhos do Ferro e da Prata” abriu ao público pela primeira vez, no Museu de Lamego, em outubro de 2013. O impacto inicial levou a vários pedidos de empréstimo, tornando-se rapidamente numa exposição itinerante. Em 2017, ano das comemorações do primeiro centenário do museu, não poderia ser mais oportuno fechar o ano com a exposição patente na Igrexa da Universidade de Santiago de Compostela. Para visitar de 12 de outubro a 29 de novembro.

Esta é mais uma iniciativa conjunta da Direção Regional de Cultura do Norte, Galicia-Norte de Portugal-Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, Universidade de Santiago de Compostela e Xunta de Galicia, no âmbito do projeto NORTEAR, apoiado pela linha de financiamento europeu INTERREG España-Portugal, que leva agora até à Galiza uma exposição que reflete a construção da via-férrea do Douro e Minho.

A coleção de fotografias, reunidas num álbum originalmente concebido para a apresentação pública das duas linhas ferroviárias, vai muito para além dos interesses específicos do transporte, por toda a informação que reúne ao nível da paisagem, da arquitetura, do traje ou dos costumes. 

A beleza das imagens, o percurso ao longo do rio Douro, os aspetos históricos e etnográficos, o caráter da região e as tradições internacionais da zona demarcada fazem desta coleção fotográfica um conjunto único, tornado acessível ao grande público através da sua exposição e edição de respetivo catálogo, premiado em 2014 pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM).

"Caminhos do Ferro e da Prata”, em itinerância, resulta de um projeto do Museu de Lamego de identificação e inventário de espólios fotográficos familiares com referência ao Douro, em mais uma iniciativa de abertura à comunidade e à região. Este álbum, entre outros, conservou-se na família duriense Mascarenhas Gaivão, herdado do bisavô, Francisco Perfeito de Magalhães Meneses Vilas-Boas, engenheiro dos caminhos-de-ferro à data das imagens - 1887. 

A riqueza destas imagens, dada a sua grande qualidade e resolução, permite mergulhar na paisagem, saltar de estação em estação, cruzar pontes e aquedutos, entrever a boca de túneis e o serpenteado da linha.