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07 Ago. 2018 Exposição Quando as Periferias São Centro O mais recente projeto expositivo do Museu do Abade de Baçal Quando as Periferias São Centro – A Indústria da Tecelagem e das Sedas chega agora a Freixo de Espada à Cinta.


Sob coordenação do Museu Abade de Baçal (Bragança), o Museu da Seda e do Território, em Freixo de Espada à Cinta, acolhe, de 4 de agosto a 31 de outubro, a exposição itinerante Quando as Periferias São Centro - A Indústria da Tecelagem e das Sedas.

Trata-se de uma mostra etnográfica, composta por um extenso acervo, pertença ora de Municípios do Distrito de Bragança, incluindo Freixo de Espada à Cinta, ora de Instituições, nomeadamente a Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Norte e Diocese Bragança-Miranda, ora de Particulares que, a título de empréstimo, cederam algum espólio para a exposição.

Embora aberta ao público a partir de 4 de agosto, a inauguração oficial está agendada para o dia 9 de agosto, pelas 15h00.


"Tecer é elaborar o texto da vida na urdidura do tempo, com os fios que cada pessoa recebe da divindade, do lugar, da família, da história. A soma de todos os textos, de todos os tecidos, constitui a canção da terra, esse rumor que percebemos como soma de todas as vistas, quando percorremos os lugares e escutamos dos lábios das gentes a narração dos seus ritos, das suas tradições orais, das suas crenças, das suas habilidades de artesãos...”

José Luis Puerto, "Tecer: Trabalho Humano e Vinculação com o Sagrado”, in Mestres Tecelões Uma Identidade Desconhecida


O mais recente projeto expositivo do Museu do Abade de Baçal Quando as Periferias São Centro – A Indústria da Tecelagem e das Sedas propõe uma viagem pelo mundo da produção da seda e da tecelagem, indústria que teve na região de Trás-os-Montes e especialmente em Bragança um dos seus grandes centros de produção.

A partir da coleção do Museu do Abade de Baçal, e trazendo pela primeira vez à vista do público algumas peças que nunca haviam saído das reservas, desenha-se um percurso que aborda as diversas fases da produção da seda, conta-se quem eram os seus produtores, expõem-se os seus usos, civis e religiosos. À coleção do Museu juntam-se ainda diversas cedências, quer de particulares, quer de instituições, que não apenas vêm enriquecer o percurso expositivo, como se constituem como uma oportunidade única para observar algumas destas peças.