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10 Jul. 2018 Pintura de Jean Baptiste Pillement cedida ao Paço dos Duques Um óleo sobre tela intitulado «Paisagem com camponeses e rebanho», da autoria de Jean Baptiste Nicolas Pillement, pertencente à Coleção do Novo Banco, passará a integrar o percurso expositivo do Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães.


A assinatura de Protocolo de Cedência entre a Direção Regional de Cultura do Norte e o Novo Banco decorre dia 11 de julho, pelas 11h30, no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. Neste evento estarão presentes o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, e o CEO do Novo Banco, António Ramalho.

A apresentação da pintura de Jean Baptiste Nicolas Pillement, como Obra em Destaque, no Paço dos Duques em Guimarães, onde integrará posteriormente o percurso expositivo, concretiza-se no âmbito da ação do NOVO BANCO Cultura de disponibilizar ao público o seu património artístico e cultural, através de parcerias com Museus e outras entidades culturais, conforme estabelecido no protocolo assinado, em janeiro último, entre o Ministério da Cultura e o Novo Banco.

O compromisso entre o Estado e o Novo Banco prevê realizar parcerias com entidades públicas e privadas, como museus e universidades, de âmbito nacional e regional. Entre essas iniciativas está a concretização de um programa de depósito descentralizado da coleção de pintura do Novo Banco, colocando à fruição pública 97 obras de relevante valor artístico, em vários museus espalhados pelo território nacional.

Sobre Jean Baptiste Pillement
Como pintor paisagista, Jean Baptiste Pillement (1728-1808) integra o discurso estético do Iluminismo, centrado no interesse pela relação entre o Homem e a Natureza. Embora frequentemente conotado com uma pintura essencialmente decorativa, Pillement faz parte de toda uma geração de pintores que já procurava a pintura ao ar livre, na altura ainda sem grandes meios técnicos para o fazer, e que, pelo modo como olha para a paisagem como um todo e a considera como tema de pintura por si só, geradora de sentimentos e emoções, abre caminho para a pintura naturalista do século seguinte.

Pillement tira o maior partido dos recursos expressivos da natureza, que observa minuciosamente, captando a atmosfera física do local e a tranquilidade bucólica dos diversos grupos de figuras. As suas qualidades de colorista destacam-se na gama dos múltiplos tons de verdes e azuis que estendem a paisagem até ao horizonte ou nas pequeníssimas pinceladas brancas que aplica nas suas figuras como pequenas trepidações de luz, que ele próprio definia como "le picant du clair obscur”.