Castelo de Monforte de Rio Livre
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Localização 41º45'48'' N | 7º21'20'' W
Águas Frias 5400-000 Chaves, Vila Real
Informação Útil
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geral@culturanorte.gov.pt
A maior parte do conjunto actualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte.

O castelo compõe-se por um pátio rectangular, delimitado por muralhas de aparelho cuidado, a que se acede por duas portas: a do lado Sul é de arco em volta perfeita e vão relativamente estreito; a do lado ocidental, mais larga e de arco quebrado, era a porta principal, colocando em comunicação o reduto defensivo com a vila medieval.

Esta tinha três portas e era cercada por uma muralha que se ligava à do castelo e que rompia a simetria do conjunto para proteger uma pequena fonte. No seu interior existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado.
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A ascensão de Monforte de Rio Livre a cabeça de território aconteceu no reinado de D. Afonso III, no mesmo processo de organização da fronteira setentrional tentada por este monarca e que deu origem, por exemplo, ao castelo de Montalegre (GOMES, 1993, p.183). A sua primitiva forma, todavia, parece ter-se consumado ainda no século XII, altura em que se encontra documentado um nobre tenente do castelo (GOMES, 2003, p.171). Paralelamente, alguns autores apontam também como provável origem do povoado o período proto-histórico, atribuição que se assume como essencialmente tradicional, não se tendo, até agora, identificado quaisquer vestígios materiais que a confirmem. A maior parte do conjunto atualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte. Depois de passada a carta de foral de D. Afonso III, em 1273, a (re)construção da fortaleza continuou pelo reinado de D. Dinis e estaria concluída na primeira metade do século XIV, altura em que se documenta a presença de um alcaide na localidade e se verifica um forte crescimento do espaço urbano. A torre de menagem, construída em 1312 (GOMES, 2003, p.171), é o principal elemento remanescente e aquele que confere ao castelo a imagem militar por excelência. De planta quadrangular, compõe-se de três andares, escassamente documentados exteriormente por apertadas frestas, e com acesso por porta elevada, de arco em volta perfeita, aberta numa das faces voltadas ao pátio interior do recinto. Em altura desconhecida, este acesso foi protegido por um alpendre, de que ainda restam os vestígios de adossamento do telhado. No piso inferior, a torre possui uma cisterna abobadada, a que se acedia através de uma abertura axial. O piso nobre era o segundo e separava-se do inferior por meio de uma abóbada de berço, de que apenas restam os arranques. Finalmente, o acesso ao adarve exterior era efetuado por uma escadaria em caracol, "integrada na espessura da parede", sendo o coroamento efetuado por uma série de mísulas tripartidas, que suportariam um desaparecido balcão de matacães (TEIXEIRA, 1996). O castelo propriamente dito compõe-se por um pátio retangular, delimitado por muralhas de aparelho cuidado, a que se acede por duas portas: a do lado Sul é de arco em volta perfeita e vão relativamente estreito; a do lado ocidental, mais larga e de arco quebrado, era a porta principal, colocando em comunicação o reduto defensivo com a vila medieval. Esta, tinha três portas, e era cercada por uma muralha que se ligava à do castelo e que rompia a simetria do conjunto para proteger uma pequena fonte (GOMES, 2003, p.171). No seu interior, existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado, edifícios ainda de pé no século XVIII. O momento de apogeu que o reinado de D. Dinis significou, depressa deu lugar a uma lenta decadência. Menos de um século depois, D. João I viu-se forçado a criar, em Monforte, um couto de homiziados, devendo datar, dessa altura, a barbacã e o fosso que rodeava o castelo nos inícios do século XVI. Por essa altura, D. Manuel renovou o foral da localidade mas, mesmo assim, a medida não foi suficiente para evitar o despovoamento da vila, que contava, por essa altura, "X ou XII vizinhos e todas as outras casas sam derrybadas e feytas em pardieiros" (IDEM, p.172, citando Duarte D'Armas). A última fase de obras data da Restauração da Independência, a partir de 1640. Nessa altura, construiu-se um "meio baluarte" sobre parte da parcela acrescentada no final da Idade Média e outras estruturas localizadas a Leste da torre de menagem (IDEM, p.172). Sujeita a obras nos meados do século XX (especialmente a cobertura de betão e telha da torre de menagem - 1962), o local foi alvo de melhoramentos na década de 90, tendo-se efetuado uma campanha arqueológica elementar no interior e dotado o local de parque automóvel e outros melhoramentos, mas o conjunto aguarda, ainda, um projeto de investigação arqueológica global.
IPPAR / IGESPAR

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