Igreja de São Pedro de Cete
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Localização 41.209967 | -8.623504
Largo do Mosteiro 4580-312 Paredes, Porto
Informação Útil
Horáriooutubro a março: 9h30 às 12h30/12h30 às 17h
abril a setembro: 9h30 às 12h30/14h30 às 19h
PreçoVisita Livre
S. Pedro de Cete, no vale do rio Sousa, é um testemunho tardio da arquitetura românica do entre Minho-e-Douro. Iniciado por meados do século XII, é um vasto templo que se ergueu por iniciativa dos beneditinos cluniacenses.

A fachada principal é rasgada por um portal românico. Tem também uma torre do lado norte da fachada principal. O mosteiro foi objeto de um programa de recuperação e valorização, pelo IPPAR, que teve como principal objetivo restituir a integridade do espaço monacal adjacente (não apenas o edifício, mas também a antiga cerca), restaurar diverso património móvel e integrado, bem como dotar o conjunto de levantamentos arquitetónicos e de estudos específicos de história da arte. 
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O Mosteiro de Cete, ou S. Pedro de Cete, no vale do rio Sousa, é um testemunho tardio da arquitetura românica do Entre Minho-e-Douro. Iniciado por meados do século XII -- embora alguma tradição aponte que tenha sido fundado no século IX, a crer no que pretensamente se atesta num documento do ano de 882 citado por Jorge Rodrigues (Rodrigues, 1995, p. 245) --, é um vasto templo que se ergueu por iniciativa dos beneditinos cluniacenses e que, no início do século XIV, ainda era objeto de uma campanha ao nível da abside, atestável no tipo de frestas, similares às de Paço de Sousa. 
A solidez volumétrica da construção, de óbvia sugestão bélica, bem patente na torre ameada e nas escassas frestas, permanece como memória dos sucessivos ataques e devastações a que o mosteiro foi sujeito. Após uma reconstrução efetuada em finais do século X, o mosteiro conhecerá, ao longo dos séculos XII e XIII, uma época de paz, conquistando independência tutelar entre 1121-1128 e concretizando ainda um sólido florescimento patrimonial nos primórdios da fundação do território nacional. Das reconstruções efetuadas por intervenção do abade Estevão I em inícios do século XIV resulta a permanência do traço românico da igreja, que se mantém até hoje; contudo, os elementos estruturais mais antigos remontam ainda ao século XII e estão perfeitamente documentados na simplicidade decorativa do tímpano no portal sul do mosteiro. 
A fachada principal é rasgada por um portal de arco apontado que mantém a sugestão românica ao nível da decoração geometrizante composta por motivos circulares que decoram as três arquivoltas assentes em colunelos de capitéis ornamentados com temática vegetalista. No segundo registo rasga-se uma rosácea, fruto de uma posterior intervenção de restauro, a cargo da DGEMN, ao qual se sobrepõe uma empena rematada por uma cruz em formato de flor-de-lis. A torre, adossada ao lado Norte, e perfeitamente integrada na fachada (tal como na igreja Colegiada de Barcelos), é consolidada por um denso contraforte escalonado decorado por dois pináculos torsos, ornatos decorativos frutos de uma campanha quinhentista. Desta campanha subsiste ainda uma pia batismal, a abóbada polinervada que cobre a capela funerária no interior da torre, o arcossólio manuelino do túmulo de D. Gonçalo Óveques enquadrado entre azulejos também quinhentistas, bem como algumas intervenções no claustro e na sala capitular. A espacialidade interior da igreja denota um forte comprometimento com análogas tipologias românicas, possuindo nave única com cobertura de madeira, em que a capela-mor (com dois tramos) termina em quarto de esfera, sendo percorrida no primeiro registo por uma arcada cega, características que também podem ser encontradas nas igrejas medievais de Longos Vales ou de Sanfins de Friestas, paradigma arquitetónico que atinge o seu auge com a igreja de Paço de Ferreira. O exterior da abside é percorrido por fortes contrafortes, que corroboram a linguagem arquitetónica dominante. Contudo, em Cete, encontramos um vocabulário decorativo que atesta o explorar de propostas alusivas a um formulário goticizante, expostas na rosácea do arco apontado e na decoração vegetalista e antropomórfica da capela-mor, bem como no arco apontado do portal no lado Norte. 
Na atualidade, o mosteiro é objeto de um programa de recuperação e valorização, pelo IPPAR, que visa, entre outros objetivos, restituir a integridade do espaço monacal adjacente (não apenas o edifício, mas também a antiga cerca), restaurar diverso património móvel e integrado, bem como dotar o conjunto de levantamentos arquitetónicos e de estudos específicos de história da arte. 
IPPAR / IGESPAR

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