Igreja Matriz de Vila Nova de Foz Côa
  • Igreja Matriz de Vila Nova de Foz Coâ
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Localização N 41.083827 | W 7.137390
Praça do Município 5150-642 Vila Nova de Foz Côa, Guarda
Informação Útil
HorárioDas 9h00 às 12h00 e das 14h00 às 17h30.
PreçoVisita livre
Contactos
+351 279 762 326 | +351 226 197 080
dsbc.drcn@culturanorte.pt
A Igreja Matriz de Vila Nova de Foz Côa situa-se no centro da vila e foi incluída na primeira lista de imóveis classificados como monumentos nacionais de 1910.

Esta igreja destaca-se pela fachada rasgada por um portal de arco pleno de cinco arquivoltas decorado com motivos manuelinos. É constituída ainda por três naves com quatro tramos e capela-mor, à qual se adossou a sacristia e o cartório.

São relevantes as obras de pintura a óleo e de talha, especialmente na capela-mor coberta por 27 caixotões com episódios da Vida de Cristo e da Virgem.
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Conhecido por "Capital da Amendoeira", o território correspondente, na atualidade, ao concelho de Vila Nova de Foz Côa exibe uma beleza natural única no panorama nacional e internacional, específica das denominadas terras quentes do Alto Douro, proporcionada pelo microclima mediterrâneo com predomínio das vinhas em socalcos modelados no terreno xistoso, que lhe conferem uma personalidade muito própria, constituindo o seu verdadeiro ex libris.
Integradas na região demarcada mais antiga do Mundo, a duriense, as terras fozcoenses foram beneficiadas pelos cursos de água que as rasgam, entre ribeiras e rios, com realce para o Côa e o Douro, atravessando os vales profundos harmonizados com as abruptas arribas. Particularidades que justificam, no conjunto, a quantidade expressiva de vestígios da presença humana na zona desde o Paleolítico Superior, a exemplo do crescente número de testemunhos artísticos gravados em pedras xistosas, entretanto inscritos na lista de 'Património Cultural da Humanidade'. Uma comparência que não mais deixaria o seu termo, antes fortalecendo-se ao longo dos milénios, como certificam as várias estações arqueológicas identificadas até ao momento.
Recebendo foral das mãos de D. Dinis (1261-1325) - a quem se deverá a sua fundação -, em 1299, num século em que se ergueu a primitiva igreja de Sta. Maria da Veiga, foi já com D. Manuel (1469-1521) que Vila Nova de Foz Côa foi investida de novo documento similar, decorria o ano de 1514. E é, justamente, nesta centúria - XVI - que a "Igreja Matriz de Vila Nova de Foz Côa" passou a figurar mais assiduamente na documentação coeva, até que o terramoto de 1755 motivou a sua reedificação e ampliação, desferindo-lhe as tropas napoleónicas um duro golpe ao saquear as alfaias religiosas.
Situado no epicentro social, político e administrativo da localidade, a igreja ergue-se no sítio primitivamente ocupado pelo templo trecentista (vide supra), reaproveitando elementos retirados de estruturas preexistentes, nomeadamente nas suas cercanias, a exemplo de uma ara romana dedicada ao deus Júpiter, encontrada durante as obras de restauro conduzidas nos anos trinta do século passado pela DGEMN.
Incluída na primeira grande lista de imóveis classificados como "monumentos nacionais", decretada em 1910, numa evidência do reconhecimento, por parte da intelectualidade da época, do seu valor histórico e artístico, a igreja destaca-se pela fachada rasgada por amplo portal de arco pleno de cinco arquivoltas profusamente decorado com motivos tão diversificados, quanto típicos do manuelino, como serão as rosetas, as palmetas e as vieiras, de par com os cordões, os medalhões, os arabescos, etc. Sobrepujado por Pietá (ou N.ª Sra. do Pranto) ladeada por dois escudos reais e quatro bustos cotejados a outras esculturas renascentistas, o portal apresenta outros elementos manuelinos, como esferas armilares encimadas por Cruz de Cristo e Flor de Lis, perfazendo uma unidade quase orgânica coroada por óculo emoldurado. A fachada ostenta, no entanto, componentes da campanha de obras filiada no movimento barroco, a exemplo do campanário de tripla ventana a rematar a fachada principal.
Constituída por três naves com quatro tramos e capela-mor, à qual se adossou a sacristia e o cartório, a igreja alberga um interior composto de obras notáveis de pintura a óleo sobre madeira, assim como de escultura e de talha, especialmente na capela-mor coberta por 27 caixotões com episódios da Vida de Cristo e da Virgem. Uma riqueza artística que podemos observar de igual modo na talha dourada policroma dos retábulos presentes nos altares laterais, assim como nas coberturas em falsa abóbada de madeira na nave central cobertas por pintura figurativa, bem como nas cenas da Paixão que cobrem a meia abóbada de aresta nas laterais.
IPPATR /IGESPAR

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