Citânia de Santa Luzia
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Localização N 41° 42’ 15” | W 8° 50’ 0
Monte de Santa Luzia 4901-910 Viana do Castelo
Informação Útil
HorárioDe Terça a Domingo: 10.00h-13.00h 14.00h-18.00h Encerrado à Segunda-Feira e nos feriados de 1 de Janeiro, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Preço2€

Isenções
Domingos e feriados até às 14.00h para todos os cidadãos residentes em território nacional, não inibindo a possibilidade da adoção de um Bilhete Especial ('Bilhete Doação'), para os casos em que os visitantes queiram fazer uma doação de qualquer valor.
Contactos
+351 258 825 917 | + 351 226 107 080 | 932 528 415
citania@culturanorte.gov.pt
A Citânia impõe-se estrategicamente na paisagem pela sua localização destacada. A área do povoado corresponde a cerca de um terço do que seria a sua verdadeira dimensão.

Está delimitado por três linhas de muralha, complementadas por torreões e dois fossos.

A distribuição das estruturas permite aferir momentos distintos de ocupação, podendo enquadrar a reestruturação do espaço entre o séc. I a.C. e o séc. I d.C.
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A Citânia de Santa Luzia é um notável exemplar dos povoados fortificados existentes no Noroeste Peninsular, tanto pela sua dimensão, como pelo planeamento urbanístico, tipologia construtiva e carácter defensivo. Situado na coroa do Monte de Santa Luzia, num local geograficamente estratégico, de onde se domina toda a área envolvente, desde o estuário e foz do Rio Lima até à zona costeira atlântica, este povoado castrejo de tipo proto urbano evidencia uma ocupação contínua entre os períodos da Idade do Ferro e Romanização. 

Conhecida por "Cidade Velha de Santa Luzia", o registo da existência destas ruínas reporta-se, pelo menos, ao século XVII. Foi, contudo, em 1876 que se realizaram as primeiras escavações na sua área por iniciativa de J. Possidónio N. da Silva (1806-1896), presidente da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes, embora a maior parte das estruturas atualmente visíveis se deva à intervenção do investigador bracarense Albano Belino (1863-1906), realizada em 1902. Não obstante tais iniciativas, encontra-se a descoberto apenas um terço da área total abrangida originalmente pela Citânia, uma vez que uma parte significativa se perdeu na sequência da edificação do Hotel de Santa Luzia e respetivas vias de acesso. 

Quanto à caracterização e morfologia do povoado, realça-se a organização predominante das estruturas habitacionais em quarteirões separados por muros e áreas de circulação bastante demarcados, algumas lajeadas. Regra geral, as habitações apresentam planta circular, elíptica ou, embora menos frequente, retangular, com ou sem vestíbulo. As entradas destas casas encontram-se maioritariamente orientadas no sentido Sudoeste-Sudeste, coincidindo com a pendente geral do terreno onde se encontra implantado o povoado, por forma a abrigar as habitações das águas pluviais e dos ventos de nortada. No que se refere ao aspeto interior das casas e para além da incontornável lareira, constata-se que o piso é, normalmente, constituído pelo próprio solo natural, aproveitando-se, por vezes, as rochas existentes na cumeeira. Menos frequente, será a construção de um piso interior composto de terra argilosa batida ou saibro.

À semelhança de outros povoados atribuídos à Idade do Ferro do Norte de Portugal (como a Citânia de Briteiros ou Cividade de Âncora), também o de Santa Luzia apresenta uma preocupação vincadamente defensiva. Daí, a presença de três linhas de muralhas servidas por um caminho de ronda e reforçadas por fortes torreões de dois fossos, a cujo topo se acedia através de uma escadaria, ainda visível na face interna do muralhado. A eleição deste local para uma tão duradoura ocupação não poderá explicar-se unicamente pela sua privilegiada situação estratégica, mas também por um conjunto de condições de ordem cinegética. Assim, esta constituía, sem dúvida, uma zona particularmente favorável à prática de atividades agropecuárias e de recoleção, bem como ao aproveitamento dos diversos recursos fluviais e marítimos que se encontravam largamente ao dispor da sua população, conduzindo a atividades quotidianas e hábitos alimentares muito específicos, que ficaram registados, por exemplo, nos textos de Estrabão. Atividades estas que, no conjunto, implicavam a projeção e fabrico de uma considerável tipologia de utensílios de trabalho, surgindo paralelamente outras, direta e indiretamente correlacionadas, como seriam os casos da cerâmica, da metalurgia e da tecelagem.

Adaptado de IPPAR


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