Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro
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Localização N 41° 22’ 58.30” | W 8° 13’ 32.49”
Lugar do Mosteiro, 4610-038 Felgueiras, Porto
Informação Útil
Dias de AberturaWednesday to Sunday: 10:00 am to 18:00 pm (excluding holidays except: 3 and 25 April, June 10, August 15)
HorárioQuarta a domingo: 10.00h às 18.00 horas (excluindo feriados, exceto: 3 e 25 de Abril, 10 de Junho, 15 de Agosto)
Preço

Ingresso normal – 2€

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Contactos
+351 255 810 706 | +351 918 116 488
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Uma das mais antigas instituições monacais do território português, documentada desde o século 853, foi transferido de local e reconstruído nos séculos XI e XII, embora pouco reste das campanhas construtivas empreendidas pelos monges beneditinos dessa época. Em 1112 recebeu carta de couto de Dona Teresa e foi patrocinado pela importante família dos Sousões de Ribavizela. Tornou-se um dos grandes potentados da região, acumulando vasto património fundiário e influência política.

No séc. XVI foram introduzidas na fachada duas torres maneiristas. No séc. XVIII foram concebidos diversos altares para o interior da igreja e no início do séc. XIX o claustro foi remodelado segundo os padrões neoclássicos, um modelo sem paralelo nos espaços monásticos do Norte do país.
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Pombeiro é uma das mais antigas instituições monacais do território português, estando documentada desde 853. Do primitivo estabelecimento nenhum elemento material foi até ao momento identificado, mas tratava-se, com grande probabilidade, de um edifício modesto, eventualmente vinculado à autoridade asturiana e localizado no lugar do Sobrado, então designado por Columbino. A história do edifício conhece-se a partir de D. Fernando o Magno. Um pouco antes, em 1041, o mosteiro foi transferido para o atual local, aqui se levantando um primeiro conjunto edificado a partir de 1059. Desse monumento também nada chegou até nós. No período condal estabeleceram-se as bases do grande mosteiro baixo-medieval, nomeadamente a partir da doação de D. Egas Gomes de Sousa (os Sousões) em 1102 e da carta de couto de D. Teresa em 1112, significando que aquelas terras são dotadas de particulares privilégios e de justiça própria. O projeto românico arrancou algumas décadas depois, sob o impulso dos Beneditinos e da importante família dos Sousões de Ribavizela, que deixaram a sua marca na tipologia da igreja, que segue fielmente a planimetria dos grandes mosteiros da ordem: corpo tripartido de quatro tramos, cobertura de madeira, transepto não saliente e cabeceira abobadada e tripartida, de perfil escalonado, de testeira circular e com capela-mor mais ampla que os absidíolos. A sua datação deve colocar-se ao longo da segunda metade do século XII, ou já das primeiras décadas do século seguinte. No exterior do transepto conserva-se uma inscrição de 1199, que refere D. Gonçalo de Sousa, eventual responsável da obra românica. É de supor que por essa altura os trabalhos estivessem neste ponto, o que é coerente com as características do portal axial. Perdida grande parte da campanha românica pelas múltiplas alterações posteriores, o portal é o principal elemento remanescente desse período. A análise estilística confirma uma datação tardia, de que são características as formas vegetalistas exuberantes e irregulares (aqui tratadas com grande carácter inventivo) ou os antigos temas de meados do século XII recuperados com uma nova estética, a mesma que se encontra em Paço de Ferreira e no chamado Românico Nacionalizado do século XIII. Terminadas as obras na fachada principal, de que se salienta também a ampla rosácea, semelhante às de Roriz ou de Paço de Sousa, adossou-se à frontaria uma galilé de três naves, que terá servido de local de enterramento para grandes nomes da Nobreza fundiária do Entre-Douro-e-Minho. Das tumulações aqui efetuadas restam dois túmulos românicos, atualmente no interior do corpo do templo.

A localização do Mosteiro, na interseção de duas das principais vias medievais da época – uma que ligava o Porto a Trás-os-Montes, por Amarante, e uma segunda que ligava a Beira a Guimarães e Braga, atravessando Lamego e o Douro em Porto de Rei – evidencia a significativa importância deste conjunto monástico Beneditino na região. É nestes espaços que os reis se instalam nas suas viagens e nos quais os peregrinos se albergam e recebem assistência. O poder da família que efetuou as doações e as dádivas dos fiéis permitiram a Pombeiro assumir-se como um potentado na região. Bens imóveis e padroados foram-se somando ao património do Mosteiro, que chega a possuir 37 igrejas e um rendimento anual muito cobiçado, proveniente das rendas e dos dízimos. O poder de Pombeiro estende-se até Vila Real.

Na Idade Moderna o mosteiro foi grandemente transformado, adquirindo o essencial do seu aspeto atual. Estamos ainda mal documentados sobre a marcha dos trabalhos, mas é de crer que o conjunto tenha entrado em obras ainda no século XVI, embora os principais trabalhos tenham já decorrido sob o signo do Barroco. De 1702 é a data de uma das alas do claustro e ao longo de todo este século construiu-se a nova capela-mor, o coro alto, o órgão, as numerosas obras de talha dourada, as duas torres que flanqueiam a frontaria, bem como uma parte substancial das alas monacais. O claustro ainda foi reformulado nos inícios de Oitocentos, de acordo com uma campanha neoclássica, mas pouco depois, em 1834, a extinção das Ordens Religiosas determinou o encerramento da instituição. Só em meados do século XX o conjunto começou a ser restaurado e mais recentemente, foi alvo de uma intervenção arqueológica generalizada, que permitiu reconhecer as principais fases de ocupação do local.

Adaptado de: IPPAR / IGESPAR e Rota do Românico
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