Sé de Braga
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Localização 41.550222 | -8.426923
Rua Dom Paio Mendes, 4700-424 Braga
Informação Útil
Horário2ªF › Dom 08h30 › 18h30
Tesouro – Museu: De 3ª feira a Domingo Horário de Inverno: 09h00 às 12h30 / 14h00 às 17h30 Horário de Verão: 09h00 às 12h30 / 14h00 às 18h30
PreçoCatedral: 2€
Tesouro –Museu: Adultos e crianças a partir dos 10 anos: 3 €. Crianças de 6 a 10 anos: 50% de desconto. Crianças e jovens integrados em visitas escolares e acompanhantes: 50% de desconto. Crianças com menos de 6 anos: gratuito
Catedral + Tesouro - Museu: 4€
Contactos
+351 226 197 080 | +351 253 263 317
geral@culturanorte.pt http://www.se-braga.pt/catedral.php
Verdadeiro palimpsesto arquitectónico onde gostos diversos, do românico ao barroco, se acrescentaram ou anularam ao longo dos séculos, o vasto complexo religioso bracarense é um compêndio artístico da arte portuguesa desde o início da nacionalidade.
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As obras da actual Sé de Braga iniciaram-se durante o episcopado de D. Pedro (bispo de Braga de 1070 a 1093), que concebeu um projecto de peregrinação algo semelhante ao de Santiago de Compostela e de outras igrejas de peregrinação francesas, com três naves, transepto saliente, cabeceira e deambulatório. Dessa primitiva campanha resta um absidíolo, hoje sem qualquer relação com o interior da igreja. Também o portal sul é do século XII, certamente edificado na sequência lógica do programa concebido por D. Pedro.
Ao longo dos tempos, a Catedral de Braga foi um dos monumentos nacionais mais intervencionados, não cessando o enriquecimento por ordem dos bispos e do cabido, que também custeou numerosas obras. A fachada principal foi substancialmente transformada nos séculos XV e XVIII, pertencendo ao primeiro destes momentos a galilé, onde recentemente se descobriram as pinturas originais da abóbada, e ao segundo o arranjo geral dos registos superiores, obra de D. Rodrigo de Moura Teles.
O interior da Sé mantém um longínquo carácter medieval, mercê do restauro que a DGEMN efectuou entre as décadas de 30 e 50 do século XX, que amputou grande parte da grandiosidade barroca com que os bispos dos séculos XVII e XVIII dotaram as naves, transepto e cabeceira. A capela-mor foi igualmente despojada do seu retábulo barroco, conservando ainda a abóbada de combados da autoria de João de Castilho, e encomendada pelo bispo D. Diogo de Sousa em 1509. Já as capelas do transepto mantêm a fisionomia da campanha de inícios do século XVIII, por Manuel Fernandes da Silva, salientando-se o programa azulejar que António de Oliveira Bernardes executou para a Capela de São Pedro de Rates em 1715.
A Sacristia é um pouco anterior, e serviu de inspiração ao trabalho das primeiras décadas do século XVIII. Projectada em 1698 por João Antunes, é uma obra de ruptura e de absoluta novidade para a região de Braga nesta altura, e na sua construção trabalhou Manuel Fernandes da Silva, posteriormente responsável pela remodelação das capelas do transepto.
No piso térreo da torre do lado Sul conserva-se o túmulo do Infante D. Afonso, do século XV e protegido por baldaquino. Ainda digno de nota no interior da igreja é o cadeiral, obra do arquitecto entalhador portuense Miguel Francisco da Silva e executada em 1737, bem como os dois órgãos da década de 30 do século XVIII, elaborados por Marceliano de Araújo com base em modelos de talha dourada joanina.
As dependências exteriores à Sé, mas que mantêm uma relação indissociável com o monumento, foram executadas ao longo de séculos e revelam também muito da própria história do espaço catedralício bracarense. A Capela da Glória é a mais antiga e data do século XIV. Foi mandada construir pelo arcebispo D. Gonçalo Pereira, que aí se fez sepultar, ao centro da capela, num túmulo gótico da máxima importância para a história da tumulária medieval portuguesa, pelas analogias que apresenta em relação ao túmulo da Rainha Santa, em Coimbra, e pela particularidade de ter contado com a acção de dois escultores fundamentais deste período: Mestre Pero e Telo Garcia. Do século XVI data a Capela de Nossa Senhora da Piedade, fundação de D. Diogo de Sousa, em 1513, e onde o prelado escolheu sepultar-se. Já no século XIX construiu-se o actual claustro, que substituiu outro anterior, gótico, e que já no século XVIII ameaçava ruína. 
Adaptado de: IPPAR / IGESPAR

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