Ruínas Romanas do Alto da Fonte do Milho
  • Alto da Fonte do Milho
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Localização 41°9'29"N | 7°43'28"W
Canelas do Douro, 5050 Peso da Régua, Vila Real
Informação Útil
PreçoVisita Livre
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geral@culturanorte.pt
Vila romana fortificada, com duas imponentes linhas de muralhas em xisto, identificando-se uma porta de acesso na muralha interna. Salientam-se os mosaicos que representam peixes numa banheira com cerca de um metro de profundidade, que escavações arqueológicas puseram a descoberto.
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Classificada como "Monumento Nacional" desde a década de cinquenta e ocupando cerca de um hectare, a "Estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho", ou Castellum Romano, como também é conhecida, está implantada num esporão sobranceiro ao vale do rio Douro, numa área atualmente abrangida pelas freguesias de Poiares e de Canelas.
Terá sido somente em 1938, durante umas obras conduzidas no local, que o sítio foi identificado pelo conhecido médico e escritor João Maria Araújo Correia (1899-1985), após tomar conhecimento do surgimento, na Fonte do Milho (então da propriedade de José Albino Fernandes), de uma "piscina" decorada com mosaico, com uma gramática decorativa aproximada à registada em Milreu, segundo a análise efetuada na época pelo conhecido arqueólogo, historiador da Arte e professor da Universidade de Coimbra, Virgílio Correia Pinto da Fonseca (1888-1944).
Com vestígios de ocupação datáveis de um período que mediará entre o século I d. C. e o Baixo Império (séculos IV/V d. C.), esta villa romana apresenta um sistema defensivo constituído por duas linhas de muralha erguidas em xisto com o respetivo acesso localizado a SO, característica que, no conjunto, lhe tem conferido a designação geral de castellum ou de villa fortificada. As investigações arqueológicas empreendidas por Fernando Russell Cortez (que veio a ser diretor do Museu de Gão Vasco, em Viseu) neste <i>sítio</i> a partir de finais dos anos quarenta revelaram a existência de algumas dependências originalmente vocacionadas para a atividade agrícola, de entre as quais se destacará a presença de um lagar - ou torcularium - de vinho e de azeite, a atestar bem a importância que o cultivo e a produção vinícola alcançaram nesta zona logo no início do primeiro milénio da nossa Era. Quanto à parte habitacional desta villa, foram encontrados diversos mosaicos policromos decorados com figurações de peixes a cobrir uma banheira com cerca de um metro de fundura. Alguns dos artefactos recolhidos durante as escavações encontram-se atualmente em exposição no Museu de Lamego.
Adaptado de IPPAR / IGESPAR

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