Escola Profissional de Arqueologia
Em 1990 foi criada a Escola Profissional de Arqueologia, escola pública de âmbito nacional, promovida pelos Ministérios da Cultura e da Educação, procurando responder à necessidade de formação especializada de técnicos intermédios, para intervir em Património classificado.

O sítio escolhido para instalar esta escola profissional foi a Área Arqueológica de Freixo, espaço de cerca de 50 hectares, classificado como Monumento Nacional em 1986, como consequência das descobertas ali feitas desde 1980, pelo arqueólogo Lino Tavares Dias. O primeiro curso a avançar foi o de Assistente de Arqueólogo, seguindo-se o Curso de Técnico de Museografia e Divulgação do Património e o de Assistente de Conservação e Restauro. Mais recentemente a Escola apostou no curso de Técnico de Recuperação do Património Edificado, em resposta às necessidades identificadas no mercado.
 
Desta forma, a escola prepara técnicos intermédios com formação global e específica para integrar equipas que trabalhem nas vertentes que julgamos prioritárias no Património Cultural, que são a investigação, a conservação e a divulgação.

Esta Escola Profissional procura encorajar a aquisição de novos conhecimentos, lutar contra a exclusão, modernizar em permanência os seus cursos, nomeadamente com a introdução de 3 línguas europeias no curriculum e com o cruzamento de módulos, avançando para especificações nos cursos, diversificando assim as potencialidades de empregabilidade.

Procuramos, porque é determinante, aproximar a Escola dos utilizadores. Procuramos rentabilizar os laboratórios, colocando-os ao serviço dos profissionais que deles necessitem e da comunidade local. Pretendemos:
  • Continuar o empenhamento do Ministério da Cultura no suporte cultural à Escola;
  • Continuar a considerar a Escola como determinante para a promoção da formação vocacional, multidisciplinar e especializada na área do Património;
  • Entender a Escola como referencial na análise das necessidades e especificidades da formação no âmbito do Património;
  • Aproveitar as capacidades técnicas instaladas na Escola para rentabilização de intervenções na área geográfica da Direção Regional de Cultura do Norte;
  • Aumentar a oferta de formações na área do Património, enquadradas em níveis de formação diversificados, para assim responder às exigências da comunidade local e do mercado nacional.
 
Na Escola Profissional de Arqueologia acreditámos que uma escola nova, diferente, pode facultar oportunidades de desenvolvimento, não apenas no plano intelectual, mas em todas as áreas... e que "assim será a escola do futuro, se tivermos a coragem de a construir" (LOBROT, 1995,68).

Entendemos a Escola Profissional de Arqueologia como laboratório de ideias, de projectos, de iniciativas.